A Viagem com o Peixe

 

textos e ilustrações: Tom Seidmann-Freud

tradução:  Rita Almeida Simões

12,96

Sinopse

Neste belíssimo clássico de 1923, Tom Seidmann-Freud conta-nos o sonho de uma criança chamada Peregrino, que viaja na garupa de um peixe até uma cidade utópica onde todos são recebidos como irmãos e nada falta a ninguém. É um mundo ideal, de bondade, entreajuda e abundância, que desconhece o dinheiro, o medo, os conflitos, os castigos, as barreiras ou injustiças de qualquer tipo. «Cada pessoa faz o que a torna feliz» e realiza-se na comunidade, com tempo para produzir, aprender e descansar, sem obrigações: «Quem ali se entregaria à preguiça, abstendo-se de mostrar as capacidades artísticas das suas mãos e o trabalho frutífero do seu coração?»

Tom Seidmann-Freud

Tom Seidmann-Freud

 

Pintora, ilustradora e autora de livros para a infância, chamava-se, na verdade, Martha Gertrud Freud e nasceu em Viena, Áustria, a 17 de novembro de 1892, no seio de uma próspera família judia que, em 1898, se fixou na Alemanha. Sobrinha do pai da psicanálise, Sigmund Freud, revelou um talento artístico precoce, tendo estudado Belas-Artes em Londres e Berlim. Convencida de que a condição de mulher seria obstáculo à divulgação do seu trabalho, adotou, aos 15 anos, o nome masculino Tom, chegando, por vezes, a vestir roupas de homem. Em 1914, publicou o primeiro livro, Rimas para os mais Pequenos e, depois da Primeira Guerra Mundial, instalou-se em Munique, onde passou a integrar um círculo fervilhante de artistas e intelectuais. Em 1920, conheceu o jornalista e escritor Jakob Seidmann, com quem se casou no ano seguinte. Juntos, fundaram a editora que, daí em diante, publicaria todos os seus livros, a começar por A Viagem com o Peixe (1923). Evoluindo de um registo mais decorativo, associado à Art Nouveau, para a depuração geométrica e cromática característica do movimento Nova Objetividade, a artista desenvolveu um estilo muito peculiar, por vezes onírico e surreal, marcado pelo lirismo do traço e pela androginia das personagens. Ao longo da década de 1920, Tom Seidmann-Freud concebeu e publicou vários títulos extraordinariamente inovadores para a época, tanto pelo arrojo estético, como pela combinação de intuito pedagógico e sentido lúdico. Disso são exemplo os livros interativos A Casa das Maravilhas (1927) e O Barco Mágico (1929), além de um conjunto de quatro cartilhas para a prática da leitura, da escrita e do cálculo, então bastante elogiadas por Walter Benjamin. Porém, com o advento da Grande Depressão, em 1929, a editora faliu e Jakob Seidmann, desesperado, pôs termo à vida, no que foi seguido pela mulher, poucos meses mais tarde, a 7 de fevereiro de 1930. Tal como sucedeu ao trabalho de muitos outros escritores e artistas judeus, os livros de Tom foram alvo das purgas nazis. De uma modernidade assombrosa, a sua obra tem vindo a ser redescoberta e reeditada um pouco por todo o mundo.

Informação adicional

Referência

9789898881472

Páginas

32 (a cores)

Formato

21×29,7 cm

Encadernação

cartonado

Data de edição

setembro de 2022