Na Curva Escura dos Cardos do Tempo (Poesia Reunida)

 

poemas:  Leonor de Almeida

prefácio: Ana Luísa Amaral

apresentação: Cláudia Clemente

 

14,94

Sinopse

Homónima da Marquesa de Alorna, Leonor de Almeida (1909-1983) publicou, entre 1947 e 1960, quatro livros de poesia aclamados pela crítica: João Gaspar Simões integrou-a no rol «dos melhores poetas portugueses contemporâneos»; Jacinto Prado Coelho saudou-lhe a «personalidade lírica invulgar»; Artur Portela descreveu-a como um «dos casos mais extraordinários da poesia moderna»; em 1951, a revista A Serpente destacou-a como autora dos «mais fortes poemas até hoje assinados por um nome de mulher em Portugal»; E. M. de Melo e Castro e Natália Correia incluíram-na em antologias de referência. Depois, Leonor eclipsou-se numa treva de silêncio e mistério. Este volume resgata ao esquecimento a obra de uma das mais espantosas poetas do século xx português.

Críticas e imprensa

«Estamos perante uma poesia hermafrodita que, ora virilmente penetra, ora femininamente se torna côncava e languidamente passiva. Leonor de Almeida é essencialmente uma poetisa erótica, mesmo quando o amor não está diretamente em causa. A sua linguagem exprime calidamente uma visão pan-erótica do Universo»

Natália Correia

«A sua evolução […] vem desde um humanismo de tipo dramático até a um adensamento e uma complexidade imagística a que a atração sobrerreal não é de todo alheia. Mas Leonor de Almeida fica sempre próxima de uma poesia de combate e de reivindicação dos seus direitos de humana e plenamente ser um indivíduo feminino. E a sobrerrealidade é uma via de mais profunda e total luta desde os níveis do subconsciente até ao uso de uma articulação imagística mais livre e mais violentamente realizada.»

M. de Melo e Castro

«Não há exatamente uma inscrição em termos de movimentos ou tendências na poesia de Leonor de Almeida. Partilhando muitas vezes das preocupações neorrealistas, a estética do neorrealismo não lhe é traço dominante. O mesmo se pode dizer da poética surrealista que percorre muita da sua obra, mas de forma esparsa. Ou do presencismo, que, podendo detetar-se nos seus poemas de carácter mais intimista, logo é desfeito pela presença em simultâneo de tendências outras, como o simbolismo […] Por vezes, à maneira de Florbela Espanca, Leonor de Almeida escreve sonetos. Mas são raros.»

Ana Luísa Amaral

«Uma autora que urge descobrir.»

Eduardo Pitta [ver o texto completo]

«Uma autora surpreendente.»

Luís Ricardo Duarte, JL [ler o texto completo]

 

Ana Luísa Amaral e Luís Caetano sobre Leonor de Almeida, no programa O Som que os Verrsos Fazem ao Abrir, RDP Antena 2 [ouvir o podcast]

Raquel Marinho lê o poema «A Florbela», de Leonor de Almeida, no programa Ambos na Mesma Página, RDP Antena 1 [ouvir o podcast]

Leonor de Almeida

Leonor de Almeida

 

 Nasceu no Porto, a 25 de abril de 1909. Colaborou com os principais jornais e revistas dos anos 40 e 50. Viveu em Londres, Paris, Copenhaga. Publicou quatro livros de poesia. Depois desapareceu e foi esquecida. Habitou incógnita em Lisboa, onde morreu sozinha, em dia incerto de maio de 1983. Além de poeta, foi enfermeira, fisioterapeuta, esteticista, mãe, viajante, aventureira, corajosa, pioneira, mas, acima de tudo, um espírito livre muito à frente do seu tempo.

Informação adicional

Referência

9789898881304

Páginas

192

Formato

14,5×21 cm

Encadernação

brochado

Data de edição

agosto de 2020