Obra Reunida

 

textos:  Manuel de Lima

organização e introdução: Vladimiro Nunes

 

17,91

Sinopse

Atravessada por um humor negro e absurdo com tonalidades surrealistas, a obra de Manuel de Lima (1915-1976) aparece finalmente reunida num único volume, incluindo reproduções de documentos dispersos ou inéditos que ajudam a conhecer melhor este criador singular na ficção portuguesa e a sua personalidade tão misteriosa como fascinante.

Críticas e imprensa

«Transporta-nos admiravelmente para o mundo da ficção, e de uma maneira girandolesca que é rara entre os nossos autores.»

Almada Negreiros

«Manuel de Lima sonha na nossa cabeça.»

António Maria Lisboa

«Mestre do nonsense português.»

«Leiam o que deixou publicado. Não se arrependerão.»

Luiz Pacheco

«O Boris Vian português.»

João Pedro George

«A publicação da Obra Reunida é um verdadeiro acontecimento editorial.»

Teresa Carvalho, i [ler o texto completo]

«Alguns contos, uma novela e duas peças de teatro são tudo o que se salvou da vida atribulada deste escritor a quem Pacheco chamava o careca evidente e cuja obra é um OVNI na história da literatura portuguesa em geral e na literatura surrealista em particular.»

Joana Emídio Marques, Observador [ler o texto completo]

«O careca evidente decerto gostaria deste resgate.»

Eduardo Pitta, Livros do ano 2019 [ler o texto completo]

 

Carlos Vaz Marques, O Livro do Dia, TSF [ouvir o podcast]

Conversa de Ana Daniela Soares com o editor, a propósito do livro, no programa À Volta dos Livros, RDP Antena 1 [ouvir o podcast]

Manuel de Lima

Manuel de Lima

Embora sempre tenha mantido um secretismo obstinado em torno da idade, sabe-se de fonte segura que nasceu a 12 de agosto de 1915, em Lisboa. Sabe-se também que terá sentido o chamamento da música e estudado violino no Conservatório, após o que tocou a solo na rua e com orquestras em teatros — acompanhando peças, óperas ou bailados —, assim como em cabarés e paquetes. À vida aventurosa e cronicamente precária foi colher muitos dos elementos da sua ficção. Publicou a primeira novela, Um Homem de Barbas, em 1944, sob os auspícios de Almada Negreiros. Seguiram-se Malaquias ou A História de Um Homem Barbaramente Agredido — romance editado em 1953 na Contraponto, de Luiz Pacheco —, O Clube dos Antropófagos (teatro, 1965; novela, 1973) e A Pata do Pássaro Desenhou uma Nova Paisagem (novela, 1972). Integrante da tertúlia surrealista do Café Gelo, tutelada por Mário Cesariny, e íntimo de Natália Correia, foi também artista plástico, destacando-se ainda como um dos mais temidos críticos de música e de televisão do país. Morreu em Lisboa a 29 de outubro de 1976.

Informação adicional

Referência

9789898881069

Páginas

592

Formato

16×23,5 cm

Encadernação

brochado

Data de edição

abril de 2019